JUMPVERSE EMOCIONAL

multiplicando gentilezas para uma gestão mais humana

A saúde mental está em pauta hoje em dia e triplicaram as buscas sobre o tema nos últimos anos, também intensificados pela Pandemia de Covid-19 e fervores do mundo BANI. A liderança de nossos clientes têm demandado mais sobre o assunto, pois carecem de melhorar as relações interpessoais de suas equipes e lideranças e nós makers seguimos construindo conteúdos criativos e cientificamente validados para ensinarmos como podemos desenvolver projetos audaciosos de maneira inteligente e assertiva sem perder a cabeça.

Neste segundo artigo abordaremos aquilo que é influenciado 100% pela qualidade dessas relações humanas, a saúde mental. Sem delongas, vamos a ele: O Jumpverse Emocional – multiplicando gentilezas para uma gestão mais humana.

Além de todos os pontos discutidos anteriormente no primeiro artigo, Multiverso Maker – Fomentando soluções diante do caos (que caso não tenha lido ainda deixo aqui o convite para tal ), como as várias linguagens do cinema e das múltiplas possibilidades do multiverso trabalhadas pelos diretores The Daniels nada disso teria sua valia se não fosse pelo competente roteiro que discute algo simples, porém complexo: as relações humanas.

O cinema nos transporta para lugares, outras realidades. Histórias nos despertam, nos provocam, pois fictícias ou não são sobre relações humanas. O quanto destas realidades e histórias assemelham-se a qual você vive, caro leitor?

 

Você também vive múltiplos papéis em sua vida, para cada ambiente que você convive, para cada pessoa com qual tem uma interação, a cada noite de sono perdida ou até a sensação de fome, muda a forma como você se comporta. Na empresa ao mesmo tempo que você é líder, também é liderado; em família sendo pai/mãe também é filho(a), isto faz com que a cada decisão que você tome, leve a uma consequência. Assim como a arte imita a vida, estamos acostumados a chamar esse ecossistema de VIDA, que no filme Tudo em todo lugar ao mesmo tempo, encarnado por Evelyn (por Michelle Yeoh) chama-se de TUDO. 

 

TUDO - A vida de Evelyn

Evelyn é matriarca da família, pressionada pela auditoria do Imposto de Renda Federal e com o risco de perder sua lavanderia. Encontra-se em uma relação complicada com sua filha e prestes a receber o pedido de divorcio de seu marido, fora em ter a responsabilidade de cuidar do seu pai idoso.

Analisemos apenas nesse parágrafo a quantidade de papéis assumidos por Evelyn:

1.  Microempreendedora

2. Cidadã com deveres a cumprir com o governo

 3. Mãe

4. Esposa

5.  Filha e temos mais um papel, aquele que sempre fica por último, mas que deveria ser o primeiro…

 6. Individual – consigo mesma

Parece familiar, não?

Mas quantas coisas nós temos de fazer todos os dias? Quanto tempo levamos para perceber que não há mais tempo para fazer o que precisa ser feito?

Quantas vezes temos de voltar para pegar o que havíamos esquecido em frações de segundos? Quantas vezes precisamos fazer o que achávamos que outro já havia feito? Todos precisam de tudo de Evelyn, e de você, em todo lugar e ao mesmo tempo.

Como viver no presente, quando o presente é um instante entre tudo que já fizemos e tudo que precisamos fazer?

Este é o convite dos The Daniels.

À Evelyn foi apresentado o Jumpverse Multiversal, uma espécie de fone com função de transportá-la para outros multiversos e também carregar habilidades de outras versões de si mesma para enfrentar seus desafios. Vemos Evelyn imersa em seus pensamentos, deslumbrada e encantada em poder experimentar seus sonhos, seus desejos, seus poderes.

Este é o convite dos Makers.

Visto a reflexão: “Quando foi que você teve tempo para si? – já deixamos claro que não temos acesso ao mesmo dispositivo, pois ainda estamos presos nessa realidade. Então propomos a AUTORREFLEXÃO por meio dessas 3 dicas, que podem melhorar o relacionamento consigo mesmo para o TUDO:

1ª: Respeite-se!

Dentro de você habita um universo que é invisível ao outro, de pensamentos, emoções, sentimentos, desejos, sonhos e possibilidades. Você não é uma máquina de apenas processamento e produção. Dê vazão aos seus sentimentos primeiramente consigo, não hesite momentos de autorreflexão;

2ª: Liberte-se do julgamento!

Você vive nas suas máscaras sociais dentro da vida pessoal e vida profissional constantemente. Assim como ninguém sabe o que se passa contigo, você também não sabe o que se passa com os outros. Evite julgar as situações, busque ao passo seguinte e…

3º Converse para evitar interpretações equivocadas!

Somos seres sociais, organizamos nossas vidas por causa das necessidades de estarmos vivendo em sociedade. Como aprendemos sobre relações humanas por imitação, precisamos olhar para o outro para enxergar a nós mesmos. Pratique a empatia, seja sincero ao conversar buscando soluções conscientes e não por impulso.

 

Essas 3 dicas iniciais te ajudarão a enfrentar diariamente de forma mais assertiva e compreensível os problemas do dia-a-dia, os boletos, o excesso de informações que nos bombardeiam, a corriqueira falta de tempo, a sensação de incapacidade e outras ilusões cotidianas que nos desconectam das pessoas e até de nossa família. Tais dicas justamente farão nos reconectar conosco e consecutivamente com as pessoas.

EM TODO LUGAR - E se…

Filha de Evelyn, a jovem Joy – Alegria, em Inglês – (por Stephanie Hsu) encontra-se em um dilema. Demonstra apatia e desesperança, e começa o filme tentando ser ouvida, sem sucesso, pedindo para sua mãe apresentar sua namorada Becky (por Tallie Medel), para seu avô Sr Gong Gong. Quantas pessoas LGBTQIA+ passam pelo mesmo dilema com suas famílias? A mãe não concorda em falar porque o Gong Gong é de outra geração”. Ao longo do filme vemos que, Evelyn, mesmo contra a vontade de seus pais, decidiu seguir em frente, mas mesmo assim, replica padrões de comportamento e cultura dos seus pais chineses. Toda vez que Joy tenta se comunicar com sua mãe recebe sempre o feedback baseado no que ela pensa  o que seria o melhor para sua filha, sem ao menos ouvi-la verdadeiramente.

 

Note: TUDO está relacionado e agora é EM TODO LUGAR.

Levamos esse comportamento também para onde trabalhamos. Quando alguém te conta algo, você está ouvindo ou já pensando na resposta?

Como ouvir se a nossa atenção está sequestrada por tudo e todos ao mesmo tempo, assim como Evelyn no filme?

A todos, mas principalmente a você parte integrante de uma equipe de liderança na empresa… e se a ESCUTA ATIVA também estiver na maleta de ferramentas para a melhoria das relações e consecutivamente da saúde mental sua e de todos?

Considere voltar toda a atenção para o diálogo e, assim, manter a conversa eficiente, dessa forma possibilitando compreender todas as necessidades do emissor.

Vale fracionamos os componentes essenciais para combater “EM TODO LUGAR”:

1ª Atenção ao ouvir:

Função executiva do cérebro, sem a qual não podemos absorver através do sistema nervoso periférico e os sentidos – tato, visão, olfato, paladar e audição – os estímulos e arquivá-los em nossa memória. Por esta razão que a atenção é o ativo mais disputado do mercado; 

2ª As necessidades do emissor:

quando não somos ouvidos, não somos atendidos em nossas necessidades básicas, assim como comer, dormir, ter segurança e recursos financeiros, precisamos de atenção humana para poder existir. Quando não temos a atenção necessária, entramos em desespero e ativamos uma chavinha: piloto automático e desligamos outras como: empatia, percepções e proatividade.

Ou seja, se a escuta ativa é um caminho de mão dupla, você acaba sendo um guarda de trânsito inviabilizando uma das vias onde poderiam trafegar: novos insigths e soluções, ganho da confiança com o emissor, identificação de maneira prévia de um problema e outros benefícios. Isso tudo em uma fração de segundos.

3ª Diversifique vamos nos conhecer na diferença:

já pensou como seria chato e redundante se o mundo fosse composto apenas de vocês? Cópias semelhantes a uma original. Um mundo de mesmas vestes, das mesmas cores e formas, sem dúvidas e mesmas perspectivas. Ao compreender a essencialidade da diferença no ato da escuta ativa encontraremos soluções inimagináveis por nós, mas enxergadas por pontos de vistas que vem para contrariar e agregar.

Para termos uma visão de quão amplo pode se tornar esse item, partindo da escuta ativa, segundo levantamento da Consultoria McKinsey em 2020, feito com 15 países incluindo o Brasil: empresas que veem a diversidade como parte da estratégia de seus negócios têm mais chances de lucrar acima da média do mercado.

Já para o sócio-fundador da consultoria Mais Diversidade, Ricardo Sales: “à medida que as grandes empresas evoluem na agenda da diversidade e da inclusão, passam a ter outras expectativas em relação à sua cadeia de valor e de fornecedores, esperando que aqueles que prestam serviços a elas passem a ter também as mesmas preocupações”.

Falando em diversidade, você conhece nossa série D+ no Youtube? #dicaMaker

No filme Evelyn precisou conviver com Jobu Tupaki (por Stephanie Hsu), a versão não muito amigável e poderosa de sua filha na infinidade de Multiversos, para aprender a prática da escuta ativa. E, caro leitor, sabe o que é mais interessante na jornada de Evelyn dentro deste contexto?

Ouvindo atentamente, ela mais aprende do que ensina. Evelyn nos multiversos de Tupaki entendeu as necessidades de sua filha e na realidade compreendeu a sexualidade, conheceu sua parceira apresentando-a para toda família – inclusive para seu pai Sr. Gong Gong – tornando a convivência de todos mais harmoniosa.

Percebeu que era ela primeiramente quem tinha dentro de si as barreiras para com a filha, e criava novas por não saber ouvir e apenas interpretar as situações conforme sua conveniência.

Este momento também é retratado de forma metafórica. Nele emerge o diálogo mais lindo do filme, no universo das pedras e calcários, em que não houve condições para existir a vida como conhecemos, 

  • Joy (pedra) “Somos um planeta girando em torno do Sol, dentre sabe-lá quantos universos. Tudo isto é apenas um lembrete.”
  • Evelyn (pedra) “Somos todos pequenos e estupidos”.

AO MESMO TEMPO - Ou tudo ou gentileza

No meio do caos a palavra-chave do filme só é colocada aos sete ventos às 01h46min de duração do longa, a GENTILEZA. Por Waymond Wang marido de Evelyn (por Ke Huy Quan) é dado o gatilho de virada brusca da trama:

  • Evelyn (atriz de cinema): “Eu vi como seria nossa vida, moraríamos em cima de uma lavanderia velha e teríamos uma dívida como imposto de renda!”
  • Waymond (CEO): “Em outra vida, eu gostaria de ter lavado roupa suja e pago impostos com você. (…) 

Se tudo acontece ao mesmo tempo e como os outros não sabem o que se passa em nossas mentes, e não sabemos o que se passa na mente dos outros, qual o ponto de equilíbrio para termos uma boa saúde mental não fazendo mais parte das estatísticas?

  • Waymond (Marido): “Por favor, seja gentil. Será que não dá para parar de brigar? Eu sei que estão brigando porque estão com medo e confusos. Eu também estou confuso. Todo dia eu não sei o que está acontecendo. Mas de alguma forma, parece que é tudo culpa minha. Eu não sei, a única coisa que eu sei é que precisamos ser gentis.”

 

Os tópicos anteriores: TUDO, e EM TODO LUGAR, são frações deste último tópico: AO MESMO TEMPO. Todas as dicas derivam-se de um mesmo elemento central, a GENTILEZA. Sabemos que ela existe, podemos sentir e falar com frequência, mas onde vive? Como se reproduz? O que faz? ( risos )

Você já deve ter ouvido em algum lugar aquele ditado que diz: gentileza gera gentileza, pois bem curiosamente José Datrino – conhecido como Profeta Gentileza – subiu em escadas e escreveu este e outros ensinamentos nos murais do terminal rodoviário do Rio de Janeiro durante a ECO 92.Você pode ver sua obra no incrível clipe da Marisa Monte: Gentileza. Porém como não só de teoria vive o homem, a aplicabilidade dessa tese, é o passo de um tema que é muito falado em Mindfulness, a AUTOCOMPAIXÃO.

 

1º Queira viver o momento, seja!

Gentileza é um músculo que precisa ser treinado. Começa desativando o modo do piloto automático e não querendo resolver problemas a esmo. Permita-se estar 100% no presente – o lugar que de fato existe – porque o que está feito, está feito.

Observe as situações considere apenas os fatos, apenas constate.Sem perceber você começa a praticar a auto gentileza e naturalmente a envolver as pessoas;

2º Sinta viver o momento, participe!

As soluções começam quando há propósito, assim como ocorre com Evelyn após ter o gatilho dado por Waymond. Vê que só vale a pena fazer o que fazem quando as pessoas estão verdadeiramente juntas, cada uma do seu jeito. Convide as pessoas a sua volta a fazer parte do seu mundo. Isso permite com que elas compreendam na raiz seus sentimentos e consecutivamente entenderão suas necessidades.

3º Viva a gentileza, compartilhe!

Quando finalmente Evelyn compreende o valor da gentileza em seu universo, ao invés de brigar, ela começa dar aquilo que as pessoas realmente precisam, a conexão. Assim Evelyn consegue criar a conexão ideal com a sua filha, seu pai, até com a auditora da receita federal e seu marido. Fazendo este a afirmar:

“De todas as escolhas que eu poderia fazer, todas as vidas que eu poderia viver, eu escolho estar aqui com você.”

Já pensou seus colegas de equipe, liderados ou não, verbalizam espontaneamente frases tão cheias de significado como esta?! A conquista dessa conexão abrirá caminhos para que seus pedidos, ou seja, a maneira como você expressa seus favores ou orientações, seja fluída, clara e positiva, sem soar como exigência.

 

A Rede Brasil do Pacto Global, parceira do Sistema das Nações Unidas, lançou na terça-feira 07/03 a iniciativa Ambição 2030, criada para expandir o engajamento do setor privado na implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que integram a Agenda 2030 com a parceria de 500 lideranças e autoridades. Fazendo parte do fórum o tema saúde mental foi iniciado com a apresentação de dados como:

 

O Brasil é o país com o maior índice de pessoas ansiosas do mundo, 9,3% sendo que a prevalência é de 3% (OMS/WHO 2017). O diagnóstico de depressão atinge 5,8% da população, sendo que 30% dos profissionais sofrem de Síndrome de Burnout, que foi incluída no CID 10/11 em 2022 se tornando motivo de afastamento. Em 2018, 18% dos brasileiros buscaram na pelo tópico em saúde mental na internet, no ano passado o aumento das buscas subiu para 48%.

 

Vale destacar que depressão e ansiedade custam um trilhão de dólares para a economia internacional. De acordo com o relatório de Saúde Mental nas empresas (OMS/WHO 2022), estima-se que sejam perdidos 12 bilhões de dias de trabalho por ano por conta dos afastamentos, A cada 1U$ investido em ações de saúde mental, 4U$ retornam em lucro e produtividade. Logo, a saúde mental está em nossa pauta diária. 

 

“Vivemos uma epidemia, se não Pandemia, de desgastes da saúde mental”

– Raquel Virgínia (Fundação Nhaí)

 

Conheça mais sobre o Fórum clicando no aqui 

 

A qualidade da saúde mental depende da busca de melhoria nas relações humanas. Apresentamos neste artigo algumas dessas ações que podem ajudar no dia-a-dia. O caminho da gentileza, seja em casa, na empresa – inclusive na liderança das equipes – é reconhecer a necessidade de adaptar nossa comunicação. 

Por todos os dados apresentados que nós da Cia Makers abordamos esse tema que é de suma importância, lembre-se que nossa saúde mental não se deteriora no vácuo.

 

⚠️ ATENÇÃO : Caso necessite, busque ajuda especializada, com os profissionais da área da saúde mental: como psiquiatras e psicólogos. Não de negligencie seu 6º papel, o relacionamento consigo, pois ele deve ser o 1º.

Tudo em todo lugar ao mesmo tempo (A24, 2022) está disponível no streaming Prime Video.

Venha com os makers nesta jornada de contínua melhoria da comunicação e multiplicação das gentilezas para as lideranças de sua empresa.

Nos vemos no próximo artigo makers 🙂

Por: Masilvia Diniz

CRP 06-89266, Docente, pesquisadora, palestrante, escritora, consultora de Saúde Mental na Cia Makers, Storyteller e apaixonada por pessoas.

Por: Victor Leal 

Publicitário, empreendedor e mentor de jovens. Consultor de Inovação e Head Educacional pela Cia Makers – Escola de Inovação.

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